terça-feira, 1 de maio de 2007

Primeiro de maio vermelho

Ao contrário do que recém afirmou Cristovam Buarque do PDT, o primeiro de maio de 2007, não amarelou. Muito pelo contrário, em todo o país, enquanto CUT e Força Sindical realizaram mais uma vez festas despolitizadas em defesa do governo, pipocaram manifestações não governistas das quais o PSTU participou ativamente.

Também em todo o mundo o primeiro de maio foi tomado de manifestações. Em especial estamos todos atentos às manifestações dos trabalhadores imigrantes nos Estados Unidos que promoveram uma imensa manifestação em 2006 e que vinham organizando uma grande marcha para o dia de hoje. Ficamos na dívida de um arremesso somente sobre o "May Day" estadunidense. Enquanto isso vale assistir ao trailer do video Gigante Despierta sobre o "May Day" de 2006.

Um comentário:

Trabalhador disse...

Esses caras da LBI não perdem tempo, já estão criticando a presença do PCdoB governista do 1° de Maio vermelho da conlutas. Paciência!!!!!!!!!!

Defesa da “unidade” com a burocracia governista marcou este 1º de Maio

O 1º de Maio da Praça da Sé agrupou cerca de três mil pessoas. Devido a sua ampla convocação e ao espectro político que abarcou, agrupando a Conlutas, a Intersindical, as confederações pelegas, a CSC e as pastorais sociais da Igreja, a afluência ao ato ficou bem aquém do esperado pelos organizadores.

O grosso das intervenções tiveram como centro a defesa da “unidade”. Os maiores defensores dessa política foram o PSTU e a Conlutas. Tanto a fala de Dirceu Travesso como a de José Maria de Almeida tiveram como eixo o chamado a que a CSC e o MST rompam com o governo Lula e se somem ao recém criado Fórum Nacional de Mobilização (FNM). A intervenção da Intersindical, do PSOL e do PCB apontou a mesma perspectiva.

Esse consórcio de forças políticas fez do ato do 1º de Maio da Praça da Sé uma extensão sindical da própria Frente eleitoral de Esquerda, conformada nas eleições de 2006. O que se apresenta como “novo” neste momento é que o espectro político e sindical que apoiou Heloísa Helena para presidente deseja que o MST e o PCdoB se incorporem a essa articulação política. Sob o mote da luta pela “unidade contra as reformas” tratam de bloquear as tendências de luta direta contra o governo Lula para facilitar um acordo com seus almejados aliados governistas.

Não por acaso, a intervenção do PSTU também saudou a luta contra o imperialismo na Bolívia e na Venezuela, sem fazer qualquer crítica aos governos burgueses de Evo Morales e Chávez. Trata-se de se apresentar um terreno comum com as direções pró-chavistas do PCdoB e do MST, voltando suas forças comuns para pressionar o governo Lula a seguir o exemplo desses governos, ou seja, romper com a completa subserviência a Casa Branca e adotar algum grau de “enfrentamento” com Bush.

Sintonizada com esse ambiente político “unitário”, a CSC enviou uma delegação ao ato da Sé. O presidente do sindicato dos metroviários, Flávio Godoi, seguindo o “espírito” das falações defendeu que a América Latina deu um giro à esquerda nos últimos anos, referindo-se aos governos da centro-esquerda burguesa. O dirigente do PCdoB propôs aprofundar a “unidade” do movimento operário para “avançar nas mudanças”.

Sobre a base do fetiche da “unidade” está se formando uma ampla frente política para arrefecer as tendências de luta do movimento de massas que começam a se expressar por fora do controle da frente popular.

A intervenção de Wiliam Ferreira, dirigente da LBI, foi a única, em todo o ato, que se colocou contra essa política. Denunciando o governo Lula como o principal responsável no Brasil de levar a frente os ataques da burguesia e do imperialismo contra as massas, o orador da LBI afirmou que o PCdoB, tão saudado nas falas anteriores, era um partido da base do governo Lula e, portanto, inimigo dos trabalhadores e de todos os lutadores presentes no 1º de Maio. Ao final de sua intervenção, Wiliam Ferreira, convocou a vanguarda classista a superar a política do PSTU e da direção da Conlutas, que limita as lutas a pressão institucional sobre o governo Lula, centrando seus esforços na construção, desde as bases sindicais e populares, da greve geral contra as reformas orquestradas pela frente popular.

No combate por forjar no seio da vanguarda classista um pólo revolucionário que se oponha ao curso colaboracionista da Conlutas está o primeiro passo para derrotar a estratégia da “unidade” com a burocracia “chapa branca” criminosamente alimentada pelo PSTU e seus satélites de “esquerda”.