Se os casos de homofobia no Brasil continuarem no ritmo que vão, até o Dia Internacional Contra a Homofobia, em 17 de maio, terá sido um péssimo começo de ano. São vários casos por semana, ainda que nem todos saiam no noticiário. Somente no Estado da Bahia, onde se registrou o maior número de casos de agressão nos últimos seis anos, foram 33 casos somente em 2012, uma média de três por semana.
A última de que se tem notícia aconteceu no último dia 10, em uma estação de ônibus de Salvador. Segundo notícia do UOL, Thyago Souza, 24, e o namorado, 21, foram espancados por um grupo de seis homens armados com facas e um pedaço de madeira quando chegavam à estação. Por causa das agressões, o namorado de Thyago foi levado a um posto médico e teve de levar dez pontos na cabeça.
Polícia homofóbica
Ambos tiveram ainda que enfrentar a discriminação nas delegacias de polícia. Nas duas primeiras delegacias procuradas, eles não puderam registrar queixa da agressão. Espantosamente, os policiais que os atenderam em uma das delegacias chegaram a culpar impressora para não fazer o registro. Na terceira tentativa eles conseguiram fazer o registro, mas não há qualquer menção ao crime de homofobia na ocorrência. O próprio delegado informou ao UOL que, quando identificados, os agressores responderão por lesão corporal e roubo.
Rio de Janeiro
Já no Rio de Janeiro, quatro homens e uma adolescente foram detidos ontem por crime semelhante. Eles agrediram um homossexual no sábado, em uma praia do Recreio dos Bandeirantes. Também nesse caso, o delegado informou que os detidos não responderão por crime de homofobia, somente por tentativa de homicídio duplamente qualificado.
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
LIT-QI convoca apoio à revolução egípicia
A Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional) divulgou, em fevereiro, um abaixo assinado pela internet, convocando o apoio à revolução egípcia, que corre o risco de ser sufocada pela atuação das forças militares que governam o país desde a queda de Hosni Mubarak, no começo de 2011 e se recusam a deixar o poder, atacando violentamente a população.
O abaixo assinado está sendo organizado por ativistas, sindicalistas e acadêmicos de todo o mundo. É muito importante não só a assinatura, mas também a sua ampla divulgação para o maior número de pessoas. Para ler e assinar, basta clicar no link http://egyptsolidaritycampaign.org/portuguese.html, preencher os dados e enviar.
No link é possível ler o manifesto em português, espanhol, inglês, francês, italiano, grego e chinês. Leia, assine e divulgue!
Leia aqui a nota da LIT-QI.
O abaixo assinado está sendo organizado por ativistas, sindicalistas e acadêmicos de todo o mundo. É muito importante não só a assinatura, mas também a sua ampla divulgação para o maior número de pessoas. Para ler e assinar, basta clicar no link http://egyptsolidaritycampaign.org/portuguese.html, preencher os dados e enviar.
No link é possível ler o manifesto em português, espanhol, inglês, francês, italiano, grego e chinês. Leia, assine e divulgue!
Leia aqui a nota da LIT-QI.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Rádio livre é atacada na USP
O coletivo Rádio Várzea Livre divulgou em seu blog uma nota em que acusa a Reitoria da Universidade de São Paulo pelo roubo de sua antena e a destruição do mastro e dos cabos que ligam o transmissor à antena.
Ainda segundo o coletivo, desde outubro do ano passado a rádio vem sendo perseguida pela Anatel, que acatou uma denúncia apresentada pelo Grupo Bandeirantes (que detém a concessão de várias emissoras de rádio e televisão no país).
Na época, além das reportagens veiculadas pelas emissoras do Grupo Band criminalizando as rádios livres, a Anatel anunciou que aguardava a decisão judicial para proceder à interdição da rádio, o que não aconteceu.
Perseguições em 2011
No ano passado, além da Rádio Várzea, outras importantes rádios livres foram atacadas pela Anatel. Tiveram problemas para seguir funcionando a Rádio Muda de Campinas e a Rádio Pulga, no Rio de Janeiro. Os episódios confirmam a política do governo federal em não atender às reivindicações de uma maior democracia no setor das comunicações, mantendo os privilégios dos grandes grupos de mídia e impedindo a livre expressão da população.
Movimento estudantil
Na Universidade de São Paulo, o ano começou com forte polêmica e enfrentamento com a reitoria. Ontem, a reitoria da USP havia proibido a entrada de equipamentos de som, banheiros químicos e bebidas para a realização da calourada da USP, organizada pelo comando de greve. Apesar da proibição, que o comando de greve classificou como arbitrária, o show-protesto aconteceu e não houveram enfrentamentos com a polícia, que acompanhava de longe com poucos homens.
Na última terça-feira, entretanto, 4 calouros foram presos dentro da universidade e levados à delegacia de Pinheiros, onde foram fichados por porte de entorpecentes. Segundo foi divulgado, um dos estudantes portava 0,4 grama de maconha. O Núcleo de Consciência Negra da USP acusa ainda a polícia de racismo, por haver entre os estudantes um negro com dreads no cabelo.
Ainda segundo o coletivo, desde outubro do ano passado a rádio vem sendo perseguida pela Anatel, que acatou uma denúncia apresentada pelo Grupo Bandeirantes (que detém a concessão de várias emissoras de rádio e televisão no país).
Na época, além das reportagens veiculadas pelas emissoras do Grupo Band criminalizando as rádios livres, a Anatel anunciou que aguardava a decisão judicial para proceder à interdição da rádio, o que não aconteceu.
Perseguições em 2011
No ano passado, além da Rádio Várzea, outras importantes rádios livres foram atacadas pela Anatel. Tiveram problemas para seguir funcionando a Rádio Muda de Campinas e a Rádio Pulga, no Rio de Janeiro. Os episódios confirmam a política do governo federal em não atender às reivindicações de uma maior democracia no setor das comunicações, mantendo os privilégios dos grandes grupos de mídia e impedindo a livre expressão da população.
Movimento estudantil
Na Universidade de São Paulo, o ano começou com forte polêmica e enfrentamento com a reitoria. Ontem, a reitoria da USP havia proibido a entrada de equipamentos de som, banheiros químicos e bebidas para a realização da calourada da USP, organizada pelo comando de greve. Apesar da proibição, que o comando de greve classificou como arbitrária, o show-protesto aconteceu e não houveram enfrentamentos com a polícia, que acompanhava de longe com poucos homens.
Na última terça-feira, entretanto, 4 calouros foram presos dentro da universidade e levados à delegacia de Pinheiros, onde foram fichados por porte de entorpecentes. Segundo foi divulgado, um dos estudantes portava 0,4 grama de maconha. O Núcleo de Consciência Negra da USP acusa ainda a polícia de racismo, por haver entre os estudantes um negro com dreads no cabelo.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Saiu o Opinião com reportagem especial sobre o Pinheirinho!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Terremoto haitiano completa dois anos
Leia abaixo o depoimento de Otavio Callegari, que esteva no Haiti durante o terremoto.
"Hoje se completam dois anos do terremoto que destruiu
Porto Príncipe, capital haitiana, deixando 200 mil mortos e 1,5 milhões de
desabrigados.
Ainda hoje, dois anos após a catástrofe, quase 500 mil
haitianos e haitianas continuam vivendo embaixo de tendas improvisadas nas ruas
e praças e alojamentos precários.
Os milhões de dólares prometidos à reconstrução do país não
chegaram ou encontraram em seu caminho destinos mais confortáveis - os bolsos
da "cooperação internacional".
As tropas da ONU e do governo brasileiro vêm deixando no
Haiti um rastro trágico atrás de si: milhares de novos pobres, algumas dezenas
de novos milionários, centenas de mortos e perfurados por suas "balas de
paz e democracia" e um surto de cólera, pelo qual foram diretamente
responsáveis, que já fez mais de 4 mil mortos.
Em memória das vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010
gostaria de registrar minhas condolências a todos que perderam parentes ou
amigos neste dia e também de reforçar a necessidade imperiosa que tem o Haiti
de se libertar novamente da escravidão que lhe é imposta por seus colonizadores
internacionais."
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
TCU aprova privatização dos aeroportos
Sabem aquela ladainha surrada de que promessa de campanha não passa de promessa? Pois, infelizmente, o governo Dilma está vigorosamente tentando provar que é verdade. Quando não estava correndo atrás do prejuízo provocado pelo recuo (à direita) nos pseudo-debates sobre o aborto, o PT mirava suas armas nas privatizações feitas pelos tucanos. Na eleição presidencial, ressuscitaram o FHC, mas esqueceram que Lula também privatizou. Em São Paulo, a mira dos petistas eram os pedágios. Mas o tempo passa, o vento muda de direção... e, curiosamente, no caso petista, o vento sempre sopra pra direita.
A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília já foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. "Não creu neu, se finou-se!", como diria o personagem sanguessuga do Chico Anysio, Bento Carneiro. E devem ser apenas os primeiros...
A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília já foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. "Não creu neu, se finou-se!", como diria o personagem sanguessuga do Chico Anysio, Bento Carneiro. E devem ser apenas os primeiros...
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Carlos Lupi é o sétimo ministro de Dilma a cair
Depois de esbravejar que tem o corpo fechado contra denúncias de corrupção, o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi o sétimo ministro do governo Dilma a deixar o governo. O motivo é o de sempre: corrupção envolvendo o alto escalão do ministério e o próprio ministro. Aparentemente, a exceção é o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, que foi demitido após criticar outras ministras de Dilma.
Desde as primeiras denúncias, Lupi apelou para todo tipo de argumento. Começou com a arrogância de quem se acha inatingível. "Só saio daqui à bala!", gritou aos microfones em uma das primeiras entrevistas. Encerrou com um humilhante "Eu te amo" dirigido à presidente Dilma, para que não tivesse o mesmo destino de seus 6 ex-colegas ministros. Hoje, ao apresentar sua demissão, não se permitiu a menor dignidade, apelando pro clichê surrado da "sensação de dever cumprido".
A situação do ministro começou a piorar depois da divulgação de vídeos que mostravam seu envolvimento com coordenadores de ONGs que recebiam as benesses do Ministério do Trabalho (veja o vídeo). Além do ministro do trabalho, no governo Dilma já caíram os seguintes ministros:
- 7 de junho Antonio Palocci (PT), Ministro da Casa Civil
- 6 de julho Alfredo Nascimento (PR), Ministro dos Transportes
- 4 de agosto Nelson Jobim (PMDB), Ministro da Defesa
- 14 de agosto Pedro Novais (PMDB), Ministro do Turismo
- 17 de agosto Wagner Rossi (PMDB), Ministro da Agricultura
- 26 de outubro Orlando Silva (PCdoB), Ministro dos Esportes
Desde as primeiras denúncias, Lupi apelou para todo tipo de argumento. Começou com a arrogância de quem se acha inatingível. "Só saio daqui à bala!", gritou aos microfones em uma das primeiras entrevistas. Encerrou com um humilhante "Eu te amo" dirigido à presidente Dilma, para que não tivesse o mesmo destino de seus 6 ex-colegas ministros. Hoje, ao apresentar sua demissão, não se permitiu a menor dignidade, apelando pro clichê surrado da "sensação de dever cumprido".
A situação do ministro começou a piorar depois da divulgação de vídeos que mostravam seu envolvimento com coordenadores de ONGs que recebiam as benesses do Ministério do Trabalho (veja o vídeo). Além do ministro do trabalho, no governo Dilma já caíram os seguintes ministros:
- 7 de junho Antonio Palocci (PT), Ministro da Casa Civil
- 6 de julho Alfredo Nascimento (PR), Ministro dos Transportes
- 4 de agosto Nelson Jobim (PMDB), Ministro da Defesa
- 14 de agosto Pedro Novais (PMDB), Ministro do Turismo
- 17 de agosto Wagner Rossi (PMDB), Ministro da Agricultura
- 26 de outubro Orlando Silva (PCdoB), Ministro dos Esportes
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