segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Greve dos bancários segue firme nesta segunda-feira


A greve nacional dos bancários segue forte nesta segunda-feira, 20 de outubro, diante da intransigência dos banqueiros, que na última "proposta" que apresentaram, na quinta-feira passada, mantiveram a oferta inicial dos mesmos 7,5% de reajuste para quem ganha acima de R$ 1.500,00 por mês, e avançando para apenas 9% o reajuste de quem ganha abaixo daquele valor. O tema do Piso Salarial equivalente ao Salário Mínimo do DIEESE nem sequer foi citado pela FENABAN (Federação Nacional dos Bancos), que ignorou completamente este anseio da categoria, em especial dos bancários mais jovens e mal-remunerados.

A "proposta" foi considerada um insulto pela categoria, que segue firme no movimento de paralisção nesta segunda-feira, apesar de toda a repressão da Justiça burguesa, e inclusive da Polícia (em Porto Alegre, o Batalhão de Choque agrediu covardemente cerca de 200 bancários e bancárias que faziam um piquete em frente a agência central do Banrisul).

Nos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, entre outros) a paralisação segue fortíssima, tanto nas capitais quanto em cidades do interior. No Ceará, por exemplo, existem 110 agências do Banco do Brasil paralisadas no interior do estado, sem contar as da capital, Fortaleza, e sem contar as da Caixa, que também estão na grande maioria fechadas.

Nos bancos privados a greve é um pouco mais fraca, devido ao uso e abuso do "Interdito Proibitório" por parte dos mesmos, um instrumento jurídico relacionado a posse de imóveis urbanos e rurais, absurdamente concedido por alguns juízes estaduais para proibir os piquetes nas agências, interferindo assim na alçada da Justiça do Trabalho, e na prática coibindo o direito de greve.

Porém toda a repressão não é capaz de calar a voz da categoria bancária, que está realizando a mais forte greve desde, no mínimo, a do ano de 2004. E a paralisação seguirá, firme e forte, até que os Bancos, setor que mais lucra neste país, concedam um reajuste digno e um Piso Salarial decente!

8 comentários:

Anônimo disse...

Os bancários tem toda a razão em reinvindicar seus direitos, mas também nos resta saber se quando eles conseguirem conquistar essa vitória será colocada a questão das pessoas que foram prejudicadas com esta paralisação, pessoas que estão com seu dinheiro parado em suas agências. Uma vez que sabemos que a demanda de pessoas a procurarem os bancos depois da greve será simplismente gigantesca, e terá que se ter muita paciência e tempo disponível para idosos e pessoas com pouco esclarecimentos, podendo até em se começar a pensar na possibilidade das agências terminarem seus expedientes bem após ao horário normal.

Pedrão disse...

Todos tem o direito de lutar por melhores salarios e condiçoes de serviço, Mas dai a prejudicar quem presisa usar do serviços paralizados é sacanagem com a população!!!

Anônimo disse...

Concordo com seus argumentos: muitos sofrem com a greve dos bancários. Mas pensem um pouco e respondam: que outro meio os bancários têm para forçar os banqueiros a negociar? Cerca de dois meses antes de deflagrada a greve o sindicato entregou a pauta de propostas para a Fenaban, recebeu uma única proposta que nem de longe agradou a categoria. Então, por favor, quem tiver outra alternativa à greve, informe com urgência!

Anônimo disse...

Banqueiros ganham com exploração de seus funcionarios bem como com o desconforto dos clientes em filas gigantes, sem cadeiras, sem ajudantes nos teminais de auto atendimento enfim, grandes filas e destrato com os clientes já existe, a greve não muda nada. Se a populaçao estiver aliada os bancos serão forçados a colocar mais funcionários no atendimento pós greve caso contrário, os clientes continuarão sendo massacrados eternamente..... grandes filas já existem nos dias de pagamento ( dia 1º a 15 de cada mês), clientes brigam, se aborrecem e nada acontece.... a greve é muito mais do que somente uma greve dos bancários é uma greve do trabalhador brasileiro que está sendo achatado em seu salário e em seu direito de reivindicação.
Os poderosos querem desunir o povo e dessa forma qualquer movimento reivindicatório será fraco. A opinião pública é formada na sua maioria por trabalhadores e assim, o que os bancários conseguirem em força de reivindicação abrirá portas a todos os outros trabalhadores . Precisamos enxergar que os prejuísos já existem e não são os bancários quem os causa.Sejamos unidos e fortes como trabalhadores e não sozinhos e fracos como classes distintas...Não podemos aceitar sermos jogados uns contra os outros enquanto "eles" se unem na riqueza do lucro, seja ele o patrão que for.Portanto, àqueles que criticam a greve nos fortaleça com sua opinião a favor e leve isso ás ruas, trabalhadores unidos é isso que precisamos ser......

rubro zorro disse...

Tai, uma excelente idéia, que tal os bancários incluirem em sua pauta de reivindicações e levar à mesa de negociação que sejam suspensos os prazos de vencimento das contas no período da greve?

Anônimo disse...

affe consegui um emprego no dia 1° de outubro ja assinei meu contrato , mas falta o principal criar a conta salario no Banco do Brasil!!! minha empresa recebe todo dia 25 e pelo visto devo ficar um mes sem salario por vista da greve ( pois todas as agencias de minha cidade estão em greve).

alguem sabe o que posso fazer?

Anônimo disse...

levar-mos à mesa de negociação a alteração das datas dos vencimentos das contas não podemos mesmo porque helooo, existem lotéricas,supermercados, salas de auto-atendimento e até internet!!!!

bancário disse...

Nós bancários temos direito de greve como qualquer outra categoria.

Quando qualquer categoria do Setor de Serviços entra em greve, obviamente os serviços prestados por esta categoria ficarão suspensos.

Ou vocês acham que só quem trabalha na indústria tem direito de fazer greve?

Se a população está seddo prejudicada, a culpa não é dos bancários, e sim dos banqueiros, que tiveram dois meses para apresentar uma proposta decente e não o fizeram, e continuam sem fazê-lo mesmo depois de tantos dias de greve.

A greve continua: banqueiro a culpa é sua!