quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

¡No, yo no soy socialista!

O presidente venezuelano Hugo Chavez é realmente socialista, como afirmam alguns?

Para responder a esta pergunta, que tal ouvirmos o próprio Chavez? Vejam a resposta no vídeo abaixo, postado no YouTube:



Trata-se de uma entrevista de Chavez em um programa de televisão, no ano de 1998. Nela, Chavez responde à pergunta sobre se ele seria um socialista, e diz com toda clareza: "Não, eu não sou socialista" ("¡No, yo no soy socialista!").

Toda a retórica adotada posteriormente por Chavez, para confundir a classe trabalhadora venezuelana, falando sobre um tal "socialismo do século XXI" com empresários, revela-se assim como uma mera manobra oportunista.

PS.: em recente entrevista que deu ao ator norte-americano Sean Penn, pouco antes da eleição de Obama, Hugo Chavez afirmou categoricamente que é apenas um social-democrata e que admira John Kennedy. Leia aqui.

12 comentários:

Amor á: flor déh lu disse...

No precisava hablar que no eras socialista hombre. Yo já sabia!
Tu manobrêro popular.

Está na cara...

Pelo menos hay confessado...

Tu socialismo es mais farsa que myo espanhõl...

alex disse...

Claro, socialistas são vocês, troscos, que batem em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na China, no Vietnã, e batiam na URSS. É só um povo fazer uma revolução que lá estão vocês, "consciência crítica", para bater. Vocês e a CIA! Parabéns! Continuem socialistas assim!

Anônimo disse...

Alex, você é um pobre coitado stalinista manipulado.

Quem liderou a Revolução de Outubro de 1917 na Rússia foi Leon Trotsky. Ele que liderou a tomada do Palácio de Inverno. E foi ele quem organizou o Exército Vermelho, para derrotar a reação burguesa.

Portanto, os trotskistas são quem tem mais moral para defender o verdadeiro socialismo.

E quem restaurou o capitalismo na URSS não foram os trotskistas, foi Gorbachov, do Partido "Comunista" da União Soviética (PCUS). Quem restaurou o capitalismo na China não foram os trotskistas, foi Deng Xiaoping e a direção do Partido "Comunista" Chinês (PCCh).

Quanto a CIA... A CIA invadiu dezenas de sedes do partido trotskista dos EUA, o SWP, durante o McCartismo nos anos 50, espionou, roubou documentos, e ajudou a montar processos fraudulentos para colocar militantes trotskistas norte-americanos na cadeia.

Anônimo disse...

trotsky durante todo o começo de sua formação política não reinvidicava-se socialista e mesmo depois do contanto com os primeiros circulos socialista clandestinos seguiu com essa posição, para tornar-se ao final de sua vida um dos mais destacados líderes da luta socialista.

desta forma, seria igualmente fácil escolher uma citação de trotsky em que ele negasse, tal qual chavez, qualquer vínculo às idías socialistas.

não quero igualar os personagens ou mesmo compara-los, meu único propósito e questionar o método do redator do blog, pincelando declarações de uma década atrás para fazer a luta política pelos meios mais mesquinhos e repugnantes.

de certo o terreno da discussão objetiva do que chavez vem representado na venezuela e na américa latina desfavoreça o redator.

chapolin disse...

Trotsky tornou-se militante socialista aos 17 anos de idade, ainda no final do século XIX.

A declaração mais recente de Chavez afirmando que é um social-democrata, e não um marxista, foi proferida há menos de dois meses atrás, em uma entrevista concedida ao ator Sean Penn.

thiago baptista disse...

Sabe, eu até aguento esses stalinos choramingões, viuvas do Muro de Berlim feito esse tal Alex. Pelo menos eles são sinceros na sua ignorância - ou na sua canalhice.

O que eu não aguento são esses pseudo-neo-revolucionários heloiso-helênicos que se fazem de tontos pra esconder sua capitulação descarada à essa piada que é o chavismo.

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Anônimo disse...

piada por piada me parece que nos últimos anos o PSTU foi mais engraçado ou pelo menos rendeu mais risadas.

Anônimo disse...

Vou avisar os que são um pouco mais pricipiantes que eu:

trotsky era contra a ditadura stalinista na URSS. defendia uma nova revolução. Não social, mas política neste país. Tanto que em seus textos afirmava que se ouvesse ofensiva militar de um país capitalista sobre o primeiro estado operário, os trotskistas deveriam dar a vida pela URSSS.

Ele era contra ditadura por que viu que a burocracia iria deformar o estado operário a tal ponto em que ele voltaria a ser capitalista.

Ou seja: a história deu razão ao trotskismo.

Fabiano disse...

O mais legal é que não somos nós uqe falamos que o Chavez não é socialista, mas o próprio Chavez, alex, vc viu o vídeo???

Quanto a china, urss, vietnã, n´so não eramos contra o Estado Operário, mas às burocracias que se apoderaram delas... hmmm

Quanto aos demais, são simplesmente governos burgueses, por tanto... Hay gobierno(na democracia burguesa) yo soy contra!

pero, Yo soy socialista!... diferente do Chavez

Anônimo disse...

Desculpe-me. mas vc postou um video de 10 anos atraz, de 1998. Nos estamso em 2008, entrando em 2009. Se for pro esse critério, acho que selecionariamos muito mais vídeos do proprio Chaves defendendo o socialismo, mesmo que seja o "socialismo" na visão dele.
Você esta tentando manipular a opinião de quem acessa o blog.

Thiago Baptista disse...

Ô "anônimo", em primeiro lugar, por que vc não posta assinando seu nome? É muito mais honesto travar um debate assim.

Em segundo, é NO MÍNIMO uma transformação súbita e interessante essa do Chaves. Se ele fez "autocrítica" e se "converteu" ao socialismo, onde estão suas falas ou mesmo textos em que ele diz isso??

Não seria de se esperar que ele fizesse um discurso ou ao menos escrevesse um artigozinho sobre sua mudança de pensamento?

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J.P. disse...

Anônimo, dá uma olhada na esrevista de Chaves que o blog desponibilisou.

Só um trecho.


Chávez dice:

–Fidel es comunista, yo no. Yo soy socialdemócrata. Fidel es marxista-leninista. Yo no. Fidel es ateo. Yo no. Un día discutimos sobre Dios y Cristo. Le dije a Castro: “Yo soy cristiano. Creo en los Evangelios Sociales de Cristo". Él no. Simplemente no cree. Más de una vez Castro me ha dicho que Venezuela no es Cuba, que no estamos en los años sesenta.